Você já se perguntou “será que isso que eu sinto é normal?”, saiba que essa dúvida é mais comum do que parece. Vejo que muita gente convive com a ansiedade sem entender se ela está dentro do esperado ou se já passou de um limite saudável.
A ansiedade, em sua forma natural, não é uma vilã. Pelo contrário! Ela faz parte do nosso sistema de sobrevivência. É graças a ela que conseguimos antecipar perigos, nos preparar para situações importantes e reagir mais rápido quando algo exige atenção. É aquele frio na barriga antes de uma apresentação, a tensão antes de uma prova, o alerta ao atravessar uma rua movimentada por carros.
A ansiedade saudável te ajuda e te protege.
Pense na ansiedade como um GPS emocional. Ela aparece, te avisa, te ajuda a se preparar… e depois vai embora. Tem começo, meio e fim. Mesmo sendo desconfortável, costuma trazer algum benefício: melhora o foco, o desempenho e a tomada de decisões. Essa é a ansiedade proporcional à situação.
O problema começa quando esse sistema perde a calibração.
Na ansiedade patológica, o alerta dispara mesmo quando não há perigo real ou continua ligado mesmo depois que a situação ameaçadora já passou. É como um alarme de carro que começa a tocar no meio da noite sem ninguém encostar nele. O som não ajuda em nada, só desgasta, irrita e tira o sono.
Nesse tipo de ansiedade, alguns padrões costumam aparecer com frequência. Vou te contar os principais, leia com atenção:
Pensamentos disfuncionais
Esse tipo de pensamento é chamado assim porque te atrapalha de chegar em seus objetivos e exercer suas funções normalmente. Eles surgem automaticamente, sem convite. São ideias exageradas, distorcidas ou catastróficas sobre você, sobre os outros ou sobre o que pode acontecer. Não são baseadas em fatos, mas em medo.
Funcionamento prejudicado
O segundo padrão é o prejuízo que você tem em seu funcionamento. Em vez de te preparar para agir, a ansiedade paralisa. Fica difícil trabalhar, estudar, se relacionar, dormir ou simplesmente aproveitar o dia. A vida vai ficando menor, mais limitada.
Duração da ansiedade
O terceiro fator é o tempo. A ansiedade deixa de ser pontual e passa a ser constante. Aparece quase todos os dias, por meses ou anos, mesmo sem um motivo claro. O descanso emocional parece não chegar nunca.
Alarmes falsos
E por fim, situações comuns do dia a dia passam a ser interpretadas como ameaças. O corpo reage como se algo grave fosse acontecer, mesmo quando está tudo relativamente seguro. É como reagir a um poodle na coleira como se fosse um cachorro feroz solto vindo em sua direção. O corpo entra em pânico, mesmo sem risco real.
Esses padrões acontecem com você?
Se sim, talvez seja hora de buscar ajuda. Felizmente a boa notícia é que na psicologia o tratamento para ansiedade tem ótimos resultados. Você não precisa continuar sofrendo. Busque ajuda de um psicólogo!