Existe uma ideia muito popular de que, para lidar com a ansiedade, basta “controlar a mente”. Pensar positivo. Respirar fundo. Isso ajuda? Talvez. Mas não se sustenta sozinho.
A ansiedade não mora apenas nos pensamentos. Ela vive no corpo, no ritmo da rotina, na forma como você se alimenta, dorme e se move pelo mundo.
Não é só o que você pensa. É como você vive.
Para diminuir a ansiedade, é preciso fortalecer o que sustenta o dia a dia. Você precisa dar atenção a pilares fundamentais que vão te fazer viver melhor, e consequentemente vão te ajudar a enfrentar a ansiedade. É disso que falamos quando falamos de fatores de proteção.
Primeiro fator – Exercício físico: ensinar o corpo que ele está seguro
Ansiedade é, antes de tudo, um corpo em prontidão. Coração acelera. Respiração encurta. Músculos contraem. O exercício funciona como um aviso gentil ao sistema nervoso: “Você pode relaxar agora.”
Ele reduz hormônios do estresse, regula o humor e normaliza sensações que muita gente interpreta como perigo.
Caminhar, dançar, treinar, escolha algo possível e prazeroso. Comece pequeno. A constância importa mais que a intensidade. Movimento não é punição. É regulação.
Segundo fator – Alimentação equilibrada: o cérebro também come
Pouca gente associa ansiedade ao prato, mas deveria. O cérebro precisa de combustível estável para regular emoções. Cafeína em excesso, picos de açúcar e longos períodos sem comer deixam o sistema nervoso mais reativo, como um alarme sensível demais.
Um corpo desregulado alimenta uma mente ansiosa.
Comer com calma, priorizar alimentos naturais e reduzir estimulantes diminui muito o volume do barulho interno. É um cuidado silencioso, mas poderoso.
Terceiro fator – Sono de qualidade: desligar para não quebrar
Dormir mal mantém e intensifica a ansiedade. Sem sono, o cérebro perde a capacidade de filtrar ameaças. Tudo parece maior, mais urgente, mais perigoso. Além de aumentar a sensação de irritabilidade e estresse.
Sono não é luxo. É tratamento.
Criar horários, reduzir telas, ter um ritual de desaceleração, tudo isso ensina o corpo a sair do modo alerta. Dormir bem não resolve tudo. Mas sem dormir, quase nada se resolve.
Ansiedade melhora quando a vida sustenta o tratamento
Técnicas ajudam. Pensamentos importam. Mas a ansiedade diminui quando o corpo deixa de viver em guerra.
Se você sente que precisa de apoio para construir esses pilares e entender sua ansiedade com profundidade, a terapia para ansiedade, inclusive a terapia online, pode ser um espaço seguro para isso. Um psicólogo especialista em ansiedade não caminha por você, mas caminha com você.